LIBERDADE POLÍTICA HO RESPONSABILIDADE NACIONAL
(Padre Cirilo dos Santos Responsável Juventude Católica da Arquidiocese de Díli)
Loron loron hau reflete oinsa mak atu moris hanesan Cidadão ida nebé iha sentido de pertence ba hau nia Creda no hau nia Nação. Hau contribui hau nia ideia rasik liu husi meios ida ne’e laos puramente perfeito no la taka dalan ba leitores bele fo Sugestão, crítica maibe construtivo ba hau hodi hau aprende oinsa mak bele aprende hodi hanoin no hakerek continua. Obrigado wain Maromak haraik bensa ba imi hotu
Liberdade Política ho Responsabilidade Nasional: Timor-Leste iha Leten liu Partido Hotu-hotu
Iha democracia ida, cidadão hotu iha direito atu hili ka muda partido político. Direito ne’e mak parte husi liberdade política ne’ebé Estado no Constituição garante (haree Constituição RDTL, art. 46.º; Declaração Universal Direitos Humanos, art. 21.º).
Maske nune’e, importante atu lembra katak, maski bele muda partido, keta muda hadomi ba família, ba município no ba Timor-Leste. Constituição rasik hatudu katak família mak base sosiedade no fundamento moris social no moral (Constituição RDTL, art. 59.º). Lider ida ne’ebé lakon ligação ho família no comunidade sei fasil lakon sentido serviço ba povo.
Partido político hanesan de’it instrumento ida, laos objetivo final. Politika eziste atu serve povo no promove bem comum, laos atu satisfaz interese pessoal ka grupo. Hanoin ida ne’e mos iha ona iha filosofia política clasico, bainhira Aristóteles hatete katak politica eziste atu promove bem comum (Política), no reafirma fali husi Doutrina Social Igreja Católica, ne’ebé haree politica hanesan forma aas ida husi caridade bainhira halo ho espírito serviço (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n. 168–170).
Ema ne’ebé haluha família fasil haluha povo. Ema ne’ebé haluha município lakon contacto ho realidade concreto moris povo nian. Ema ne’ebé haluha Nação lakon sentido responsabilidade histórica. Tan ne’e, serviço político tenke orienta ba interese nasional, bem-estar povo no dezenvolvimento harmonioso sociedade nian (Constituição RDTL, art. 6.º).
Politica precisa patriotismo, consciência moral no compromisso ba bem comum. Hanesan Papa Francisco lembra, politica la bele submete ba interese ema balu de’it, maibé tenke submete ba bem comum (Fratelli Tutti, n. 154). Visão ida ne’e hanesan ho hanoin patriótica timorense, nebé expressa husi Nicolau Lobato, wainhira nia hatete katak luta laos ba grupo sira, maibé ba povo no ba pátria.
Tan ne’e, iha democracia loos ida, bele muda partido, maibé Timor-Leste tenke iha nafatin iha leten liu partido hotu. Fidelidade boot liu husi lider no cidadão mak ba povo, ba rai no ba Nação.
Tema Principal
Liberdade Política com Responsabilidade Nacional: Timor-Leste Acima de Qualquer Partido
Numa democracia, todos os cidadãos têm o direito de escolher ou mudar de partido político. Esse direito faz parte da liberdade política garantida pelo Estado e pela Constituição (cf. Constituição da RDTL, art. 46.º; Declaração Universal dos Direitos Humanos, art. 21.º).
No entanto, é importante lembrar que, embora seja legítimo mudar de partido, não se deve nunca mudar o amor pela família, pelo município e por Timor-Leste. A própria Constituição reconhece a família como base da sociedade e fundamento da vida social e moral (Constituição da RDTL, art. 59.º). Um líder que perde o vínculo com a família e com a sua comunidade facilmente perde o sentido do serviço ao povo.
O partido político é apenas um meio, não é o objetivo final. A política existe para servir o povo e promover o bem comum, e não para satisfazer interesses pessoais ou de grupo. Essa compreensão já está presente na filosofia política clássica, quando Aristóteles afirma que a política existe para promover o bem comum (Política), e é reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, que vê a política como uma forma elevada de caridade quando exercida como serviço (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n. 168–170).
Quem esquece a família facilmente esquece o povo. Quem esquece o município perde o contacto com a realidade concreta da vida das pessoas. Quem esquece a nação perde o sentido da responsabilidade histórica. Por isso, o serviço político deve ser orientado pelo interesse nacional, pelo bem-estar do povo e pelo desenvolvimento harmonioso da sociedade (Constituição da RDTL, art. 6.º).
A política precisa de patriotismo, consciência moral e compromisso com o bem comum. Como recorda o Papa Francisco, a política não deve submeter-se aos interesses de poucos, mas ao bem comum (Fratelli Tutti, n. 154). Essa visão coincide com o pensamento patriótico timorense, expresso por Nicolau Lobato, ao afirmar que a luta não é por grupos, mas pelo povo e pela pátria.
Por isso, numa verdadeira democracia, pode-se mudar de partido, mas Timor-Leste deve estar sempre acima de qualquer partido. A fidelidade maior de todo líder e cidadão é para com o povo, a terra e a nação.



